Veja 5 exemplos que explicam a diferença de reciclar e reutilizar:

Os processos de reciclagem e reutilização são essenciais para a preservação do meio ambiente.

A reciclagem e a reutilização são dois conceitos importantíssimos dentro da chamada responsabilidade ambiental. As duas ações devem ser feitas por todas as pessoas sempre que possível, mas muitos indivíduos ainda têm muitas dúvidas a respeito de como realizar cada uma delas. Muitos, inclusive, ainda não sabem diferenciar a reciclagem de reutilização.

Diferença entre reciclagem e reutilização

Reciclagem é um processo que consiste na utilização de materiais descartados para a confecção de um produto igual ao original, enquanto a reutilização diz respeito ao reuso de um produto — seja para a mesma função do item original ou com uma funcionalidade totalmente nova.

A reutilização nem sempre exige um processo elaborado demais e, muitas vezes, pode ser feita mesmo a utilização de produtos químicos ou a participação de indústrias. É possível, inclusive, fazer a reutilização de materiais sem sair de casa: basta um pouco de imaginação, criatividade e vontade de colocar a mão na massa.

Exemplos que explicam a diferença de reciclar e reutilizar

Recicle eletrônicos

Muitos eletrônicos possuem partes que podem ser recicladas, ou seja, que podem ser transformadas em peças novas e que cumprem a mesma função. Por isso, sempre descarte seus eletrônicos em locais que realizem reciclagem ou que encaminhem os materiais para indústrias de reciclagem.

Reutilize potes

Aqueles potes de manteiga ou de requeijão podem muito bem servir para guardar outros alimentos, sem que você tenha que fazer nada além de lavá-los. Assim, você ajuda o meio ambiente ao mesmo tempo que economiza com embalagens.

Recicle cartuchos de tinta e toners

Muita gente não sabe que pode reciclar os cartuchos de tinta vazios e os toners das impressoras. Algumas empresas fazem esse serviço, inclusive algumas das fabricantes dos próprios cartuchos.

Reutilize escova de dentes

Depois de velha, a escova de dentes pode ser usada para limpar lugares de difícil acesso na casa. Essa é uma prática já comum, mas que vale ser lembrada para quem ainda está procurando uma escovinha para aqueles cantos chatos das paredes.

Recicle ou reutilize jornais

Os jornais são ótimos exemplos de produto multiuso! Após a leitura, você pode reciclá-los, depositando-os em uma lixeira própria para papel. Também é possível reutilizá-los de di8versas maneiras: como forro na hora de pintar as paredes da casa, para embalar conteúdos frágeis durante o transporte e até mesmo para recolher fezes de animais de estimação. Em algum momento, de qualquer forma, esses jornais serão jogados fora e também devem ir para a reciclagem de papel.

FONTE: Pensamento Verde

Áreas regeneradas do Cerrado estão abrigando animais em risco de extinção.

A restauração da floresta está atraindo diferentes espécies de animais.

Sabe-se que o Cerrado, um bioma que ocupa mais de 20% do território brasileiro, tem grande importância não só para as espécies animais e vegetais do país, como para a comunidade internacional. Para se ter uma ideia, segundo a ONG WWF, seu território é responsável por habitar 30% da biodiversidade do país e quase 5% de todas as espécies do mundo (837 espécies de aves, 120 de répteis, 150 de anfíbios, 1,2 mil de peixes, 90 mil insetos, 199 tipos de mamíferos, além de 11 mil espécies vegetais).

Na contramão da triste “cultura” de desmatamento do resto do planeta, o Cerrado é um dos motivos pelos quais animais em risco de extinção sobrevivem a esse grave problema. Isso acontece devido à localização de sua área, que faz conexão com quatro dos cinco outros biomas do país e que, por isso, compartilha animais e vegetações com essas regiões.

De acordo com a pesquisa desenvolvida pelo Instituto Biotrópicos, algumas áreas do Cerrado têm iniciado um processo expressivo de regeneração e sua vegetação tem voltado a crescer em locais que antes eram usados para pasto e plantações de eucalipto. Com a notícia, espécies em amortização também se beneficiam, tornando a importância de conservação desses espaços ainda maior.

Desenvolvido com a colaboração de especialistas da Zoological Society of London, University College London e Conservation International, o estudo detalha a movimentação das espécies. Inclusive, vale destacar que mamíferos foram observados, por meio de câmeras automáticas, transitando entre dois ambientes distintos (vegetação regenerada do Cerrado e vegetação que não sofreu impactos significativos nas últimas décadas).

No entanto, a pesquisa esclarece também que nem todas as áreas que estão em processo de regeneração se tornarão elegíveis para esses animais. Para que isso possa se confirmar, é fundamental que a vegetação seja protegida em sua recuperação, além do controle de queimadas e existência de animais silvestres, para que essas áreas se transformem em espaços com habitats favoráveis à biodiversidade.

FONTE: Pensamento Verde

Madeira de demolição em quatro versões

Uns atribuem seu sucesso à qualidade e ao apelo ecológico do reúso. Outros mencionam a exclusividade das marcas do tempo na superfície. A popularidade é tanta que levou a indústria a adotar o visual antigo em acabamentos como cerâmica e vinil. Mas sobram algumas perguntas: afnal, de onde vêm as peças originais? Como fazer uma boa escolha e cuidar para durarem ainda mais? Veja as respostas a seguir.

Já sabemos: madeira legal é aquela que tem, no mínimo, o Documento de Origem Florestal (DOF), emitido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O atestado dá ao consumidor a garantia de que o produto não resulta do corte descontrolado de árvores. Nos últimos anos, com o crescimento da procura por materiais de baixo impacto ambiental, surgiram selos que oferecem mais pistas sobre o caminho dessa matéria prima até nossa casa. 

Mas e no caso das peças de demolição? Como saber de onde vieram? “A procedência é duvidosa, pois não existe um sistema de certificação para elas. O Ibama não exige qualquer tipo de cadastro”, afirma Marcio Nahuz, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT). Por isso, como ele indica, deve-se escolher um fornecedor sério, com boa reputação. Nesse sentido, algumas informações prévias importam: o IPT considera madeira de demolição aquela que compôs a estrutura de algum edifício (servindo de viga, caibro, ripa ou assoalho) que tenha sido simplesmente desmontada. 

Grande parte dessas situações ocorre hoje no Sul do Brasil. “Muitas casas e galpões de antigas fazendas de café no Paraná e em Santa Catarina estão sendo derrubadas para dar lugar ao plantio de álcool e soja”, conta Marcílio Marques, diretor comercial da Vitrine, loja que incluiu a peroba e a canela (as mais comuns) em seu catálogo. “Até a década de 60, usavam-se menos espécies na construção civil, o que explica a pouca variedade hoje”, complementa Marcio Nahuz, somando ao seleto grupo o ipê e a aroeira. 

E quanto à autenticidade? “Um jeito de checá-la: pedir à fábrica para visitar o estoque e observar o estado original das tábuas. Elas chegam com pregos, vestígios de tinta e marcas”, sugere Sérgio Fuzaro, proprietário da Ouro Velho, uma das pioneiras na comercialização. Questionar a procedência e pedir documentos (fotos e atestados da demolidora, entre outros) também ajudam. “Vale ainda confirmar se a marca permite ao cliente acompanhar algumas etapas de transformação do material”, completa Sérgio. Isso evitaria o engano de adquirir exemplares trabalhados para parecerem antigos. 

Empresas interessadas em aumentar a credibilidade e conquistar um diferencial nesse mercado podem recorrer à certificação voluntária do Conselho de Manejo Florestal (FSC). “Quem já tem o selo ou trabalha exclusivamente com madeira de demolição passa por uma auditoria e inclui uma certificação específica para materiais recuperados, mais comum entre as indústrias de papel e papelão”, afirma Guilherme Stucchi, do Imafora, uma das principais certificadoras do país. 

Com o aumento da demanda e a redução dos estoques, o consumidor já sente a alta nos preços. “Essa matéria-prima dá trabalho, pois precisa ser beneficiada até virar tábuas com largura e espessura padronizadas, além de ser de ótima qualidade e naturalmente resistente a cupins e brocas”, justifica Jessé Lopes, gerente da Aroeira. Para reduzir o desperdício, muitas empresas vendem as réguas em larguras variadas. “Dá um efeito ainda mais rústico e interessante”, afirma a arquiteta Marta Sá Oliveira. 

FIQUE DE OLHO

Cruzetas, dormentes e postes de iluminação: use só em áreas externas

“Por terem ficado expostos ao tempo, é grande a chance de estarem impregnados com creosoto, produto tóxico derivado do alcatrão, injetado sob pressão na madeira para aumentar sua durabilidade”, alerta Marcio Nahuz.

À prova d’água

“Para a madeira não apodrecer, é essencial protegê-la da umidade”, sentencia Marcio Nahuz. Há diversos tipos de ceras e vernizes. A escolha depende do local da instalação e do resultado estético pretendido (natural, fosco ou brilhante). “No piso do estar, pode-se passar só cera de carnaúba. mas áreas externas pedem resina com filtro solar”, recomenda Sérgio Fuzaro.

Limpeza segura

Nem pense naquele pano molhado! Evite qualquer contato com a água. “Depois de varrer ou aspirar o pó, use pano levemente úmido, quase seco. a sujeira ou alguma mancha pontual saem com palha de aço, recurso que funciona muito bem nessas situações”, ensina Sérgio Fuzaro. De tempos em tempos, sempre na superfície já limpa, aplique cera ou verniz seguindo a indicação do fornecedor.

FONTE: Arquitetura e Construção

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